segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
~Que sorte a minha estares tu à mão quando de ti necessito, meu pequeno. Que cuidado o teu abrigar em tuas páginas tão macias uma caneta, para poupar meu desespero.
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
~Eu não sabia o que tinha feito pra ele ir embora. Ele foi. E o que quer que eu tivesse feito, foi a melhor coisa que eu fiz nesses dois últimos meses, desde que ele veio morar aqui.
~Eu precisava com urgência. Se eu precisava, logo, me faltava algo. Se eu precisava com urgência, essa urgência também era eu. Eu precisava que essa urgência fosse tão simples quanto complexa, assim como eu também era.
domingo, 31 de janeiro de 2010
Adeus Janeiro
Vai-te embora Jano
Não sentirei saudades de tuas tardes
Vai-te embora Jano
Já cumpristes tua missão
Abristes os sagrados portões do Tempo
E nesta caminhada
Entramos qual criança, engatinhando
Vai-te embora Jano
Que é duro demais pra uma alma tão jovem
Reabrir tantas feridas
Vai-te embora Jano
Tens a arte do engano em tua face
Onde pintas a inocente mocidade
E escondes o traiçoeiro ancião
Vai-te embora Jano
Não te renego
Mas é chegado o tempo de purificar minh'alma
Antes de ir à luta
Vai-te embora Jano
Findou teu tempo
Não te zangues
Mais uma volta completa
E há de me encontrar
No vindouro ueranum tempus.
Não sentirei saudades de tuas tardes
Vai-te embora Jano
Já cumpristes tua missão
Abristes os sagrados portões do Tempo
E nesta caminhada
Entramos qual criança, engatinhando
Vai-te embora Jano
Que é duro demais pra uma alma tão jovem
Reabrir tantas feridas
Vai-te embora Jano
Tens a arte do engano em tua face
Onde pintas a inocente mocidade
E escondes o traiçoeiro ancião
Vai-te embora Jano
Não te renego
Mas é chegado o tempo de purificar minh'alma
Antes de ir à luta
Vai-te embora Jano
Findou teu tempo
Não te zangues
Mais uma volta completa
E há de me encontrar
No vindouro ueranum tempus.
sábado, 30 de janeiro de 2010
New Soul
" I'm a new soul I came to this strange world hoping
I could learn a bit 'bout how to give and take.
But since I came here felt the joy and the fear
Finding myself making every possible mistake
I could learn a bit 'bout how to give and take.
But since I came here felt the joy and the fear
Finding myself making every possible mistake
La-la-la-la-la-la-la-la...
I'm a young soul in this very strange world
Hoping I could learn a bit 'bout what is true and fake.
But why all this hate?
Try to communicate finding
Just that love is not always easy to make."
Hoping I could learn a bit 'bout what is true and fake.
But why all this hate?
Try to communicate finding
Just that love is not always easy to make."
sábado, 23 de janeiro de 2010
Quando no meio do caos procuramos um motivo pra sorrir, podemos ser considerados persistentes? Motivos pra sorrir são em suma tão banais. Posso sorrir de qualquer coisa engraçada, é o que vendem: humor stand-up, piadas em menos de 140 caracteres. Não compro. Eu não quero um motivo para rir agora se eu estiver desesperada, eu quero um alívio como tirar os sapatos apertados depois de um dia péssimo. Eu não quero uma piada quando estiver chorando sem motivo, eu quero um abraço, um vai ficar tudo bem e até uma frase engraçada que provoque um sorriso de tão ridícula que seja, só pra mudar o contexto da conversa. A cada frase que escrevo penso em falar sobre aquela pessoa que fazia tudo isso parecer possível, que era o alívio pros meus dias, mas eu quero falar de mim, de como eu aprendi a não perseguir a felicidade absoluta a qualquer custo. Aprendi que talvez não exista felicidade que se encontre como uma amplidão ao horizonte que se esconde atrás de uma porta. Afinal não saberia nunca que porta abrir, e a felicidade se tornaria um acaso. Penso o quanto seria injusto se uns fossem felizes por acaso enquanto todos querem ser felizes. Você poderia dizer que o mundo não é justo e que as oportunidades não são iguais para todos. Mas o sol nasce todos os dias para todos, e nos dias que o sol não aparece lembramos que todo mundo tem seus dias ruins. Então, voltando a falar do acaso tem aquela música que diz ‘o acaso vai me proteger enquanto eu andar distraído’ e até aqui o acaso tem me protegido todos os dias. Não sei se é acaso ou crença, Deus é isso que chamamos acaso? Eu vejo pequenos milagres acontecerem comigo todos os dias, eu vejo pequenos milagres acontecendo ao meu redor. Eu vejo o acaso protegendo pessoas que estão absolutamente distraídas, algumas tropeçam algumas vezes, mas nenhuma chega a quebrar um dente. E mesmo assim eu não tenho certeza de que vá dar tudo certo no final, mas eu espero que sim, e eu tento seguir este trilho, mas aprendi que é preciso no caminho comprar um cartão postal, parar pra tomar um café ou um vinho, porque no final pode não ter absolutamente nada e se temos oportunidade de experimentar o caminho, porque não?
Tu és o vaso por onde sobre derramo minhas sementes, frutos maduros e flores
Sobre teu ser (seio cativo) deixo escorrer meu nectar
Para que sacies a sede da terra que és
E se fores firme
E te julgares imóvel
Então és como preço de tua descrença
E se te julgares estéreo
VÊs que não encerro em mim minha fertilidade
Desarma-te
Não peço-te que floresças ou dê frutos saborosos
Não peço-te que te embriagues de meu perfume
Dou-te apenas o que nasceu de melhor em mim
Para que te alimentes, oh terra
Cubro-te de pétalas rubras e folhas orvalhadas
Para que eu esteja em ti em organicidade
Sejas pleno
E se porventura não frutifiques
Sê morada
Em casa larva que aprende a voar sobre teu solo
Voas também.
Laiza Rodrigues
Sobre teu ser (seio cativo) deixo escorrer meu nectar
Para que sacies a sede da terra que és
E se fores firme
E te julgares imóvel
Então és como preço de tua descrença
E se te julgares estéreo
VÊs que não encerro em mim minha fertilidade
Desarma-te
Não peço-te que floresças ou dê frutos saborosos
Não peço-te que te embriagues de meu perfume
Dou-te apenas o que nasceu de melhor em mim
Para que te alimentes, oh terra
Cubro-te de pétalas rubras e folhas orvalhadas
Para que eu esteja em ti em organicidade
Sejas pleno
E se porventura não frutifiques
Sê morada
Em casa larva que aprende a voar sobre teu solo
Voas também.
Laiza Rodrigues
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